Gostar.
Gostar de alguma coisa, que utilizamos, que nos serve um propósito,de um filme que nos faz rir, uma música que faz mexer é natural. Gostamos naturalmente.
Gostar de alguém, é um erro de sistema. Como os do Windows (e por isso também algo, demasiado, frequentes). Porque nem sempre gostar de alguém nos faz rir ou sentir bem de alguma forma. Muito menos serve um propósito... Gostar de alguém não é objectivo, no fundo. Daí talvez as respostas ao "porque é que gostas da Antónia (ou da Maria, ou da...)?" são não habitualmente tão vagas... "Epah, porque...é gira" não é hipótese; "Epah, porque me faz rir"(normalmente são mais as miudas que usam esta) : eu nunca me apaixonei por nenhum dos Gato Fedorento; "Epah, porque gosto de conversar com ela." Tenho uma professora interessantíssima que nunca me despertou nada.
É chegado o momento em que os mais atrevidos pensam:" pois, e se preencher todos esses parâmetros?Ao mesmo tempo... " e eu respondo "e então e porque é que continuamos a gostar quando não somos correspondidos ou nos fazem mal?". Sou receptivo a essa pergunta e, reconheço, é um argumento forte. Parece muito óbvio (quase como gostar de bolachas com chocolate: combina bem e ponto final). O que já não é tão óbvio é que factos como os da minha hipotética resposta aconteçam... Em que é que ficamos? Gostamos de alguém que, de alguma forma, nos faz sentir mal?Que não corresponde àquilo que são as nossas "necessidades"?
Aí entro eu, certo, quase arrogante: ERRO NO SISTEMA!Sim, gostar só pode ser um erro no sistema.
Mesmo quando tudo corre às mil maravilhas...e até são felizes para sempre como nas novelas, parece-me que algo de muito estranho tem de acontecer para que em milhões de humanos no Mundo nós nos interessemos por um só em específico. Porque é disso mesmo que se trata, de vivermos muito em função de alguém que não nós próprios... Mesmo que, por vezes, nos sintamos mal.
Não vou entrar por outros campos... Fica para outro dia
terça-feira, 30 de março de 2010
sábado, 13 de março de 2010
Nunca é como seria se...
Se as pessoas fossem normais, nada corria Mal.( O que é correr mal e em que contexto?)
Correr mal é frustrar expectativas, correr mal é sair dos carris, é cruzar a ténue linha entre o bem estar e a pontadinha nas costas que não mata, mas fere.
O contexto, é o meu contexto, é o contexto de ter vida, muita, intensa de objectivos e, consequentemente, desafios. Contexto este moldado por pessoas, muitas. Amigos e conhecidos, pessoas para com as quais tenho uma obrigação: dar o máximo. E o máximo é mesmo o melhor de tudo. Nos últimos tempos, raramente me sinto frustrado quanto a isto, tenho mesmo dado o máximo e o melhor.
E então? Se as pessoas fossem normais, nada corria mal.
Eu sou um pouco maluco. Vivo numa constante reviravolta de sentimentos, humores e estados de espírito. No fundo, respondo ás situações como um termómetro às mudanças de temperatura. Sou realmente o que considero ser transparente. O problema está em que, sem querer, e mesmo racionalizando toda a situação ao ponto de perder horas de sono, considero-me aquilo que acho ser "normal". Normal não significa, aqui, estereotipado. Normal não é ser igual aos outros, é ser igual a si próprio, é não ter medo dos outros e agir como tal. Por que raio eu hei-de esconder de alguém, seja de quem for, que quero proceder de forma diferente ao que essa pessoa expectava de mim? Falado parece simples, mas depois entramos naquele campo dos ressentimentos, das indiferenças. É inevitável passar por ele, é intrínseco à qualidade de ser sociável que o Homem é. Cabe-me a mim e aos que se identificam com esta minha característica saber não ser radical.
Correr mal é frustrar expectativas, correr mal é sair dos carris, é cruzar a ténue linha entre o bem estar e a pontadinha nas costas que não mata, mas fere.
O contexto, é o meu contexto, é o contexto de ter vida, muita, intensa de objectivos e, consequentemente, desafios. Contexto este moldado por pessoas, muitas. Amigos e conhecidos, pessoas para com as quais tenho uma obrigação: dar o máximo. E o máximo é mesmo o melhor de tudo. Nos últimos tempos, raramente me sinto frustrado quanto a isto, tenho mesmo dado o máximo e o melhor.
E então? Se as pessoas fossem normais, nada corria mal.
Eu sou um pouco maluco. Vivo numa constante reviravolta de sentimentos, humores e estados de espírito. No fundo, respondo ás situações como um termómetro às mudanças de temperatura. Sou realmente o que considero ser transparente. O problema está em que, sem querer, e mesmo racionalizando toda a situação ao ponto de perder horas de sono, considero-me aquilo que acho ser "normal". Normal não significa, aqui, estereotipado. Normal não é ser igual aos outros, é ser igual a si próprio, é não ter medo dos outros e agir como tal. Por que raio eu hei-de esconder de alguém, seja de quem for, que quero proceder de forma diferente ao que essa pessoa expectava de mim? Falado parece simples, mas depois entramos naquele campo dos ressentimentos, das indiferenças. É inevitável passar por ele, é intrínseco à qualidade de ser sociável que o Homem é. Cabe-me a mim e aos que se identificam com esta minha característica saber não ser radical.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
São dias...
Mesmo que não haja razão aparente para sentir o mau estar de quem sai frustrado de uma tentativa de levar alguma coisa a um fim, o metabolismo do ser humano típico,o que passa 80% da vida a lamentar-se, dá a volta e leva-nos no caminho do "nervosinho miúdo" ou da "irritaçãozinha súbita" que é nem mais nem menos do que o antídoto perfeito para esse grande mal que parece ser o bem estar...
Estar bem não é natural. Ninguém nasceu para estar bem... As capacidades físicas e intelectuais que temos foram desenvolvidas, já dizia o amigo Darwin, por um longo período de evolução selectiva, onde todo o ser que ao longo do tempo se fosse especializando em ultrapassar uma adversidade prevalecia e podia continuar, calmamente ou não, a sua evolução ao longo das eras. Desde o mais simples ser unicelular que foi assim (dizia o mesmo senhor). Tudo isto para verificar, que somos nem mais nem menos que um dos muitos resultados que conhecemos hoje desta evolução problemática. Se, num sentido dedutivo, considerarmos todas as células que se sabe fazerem parte do nosso corpo, as contabilizarmos por volta de alguns (bastantes) milhões, é inevitável que estejamos recorrentemente a avançar no caminho da problematização e da tentativa de "desproblematizar".
Tentando clarificar, a única hipótese que consigo ver é que, ao longo de todos estes anos de evolução, o Ser Humano tenha desenvolvido um sistema de auto-treino. Quando não há problemas, acciona o "modo de treino" automaticamente, para que não caia em desuso ou esquecimento o sentimento de estar sob-pressão, sob-nervosismo ou ansiedade...
Isto tudo, para tentar acreditar que não é psicológico, que não estou maluco e que é normal nos últimos dias estar impaciente....
Estar bem não é natural. Ninguém nasceu para estar bem... As capacidades físicas e intelectuais que temos foram desenvolvidas, já dizia o amigo Darwin, por um longo período de evolução selectiva, onde todo o ser que ao longo do tempo se fosse especializando em ultrapassar uma adversidade prevalecia e podia continuar, calmamente ou não, a sua evolução ao longo das eras. Desde o mais simples ser unicelular que foi assim (dizia o mesmo senhor). Tudo isto para verificar, que somos nem mais nem menos que um dos muitos resultados que conhecemos hoje desta evolução problemática. Se, num sentido dedutivo, considerarmos todas as células que se sabe fazerem parte do nosso corpo, as contabilizarmos por volta de alguns (bastantes) milhões, é inevitável que estejamos recorrentemente a avançar no caminho da problematização e da tentativa de "desproblematizar".
Tentando clarificar, a única hipótese que consigo ver é que, ao longo de todos estes anos de evolução, o Ser Humano tenha desenvolvido um sistema de auto-treino. Quando não há problemas, acciona o "modo de treino" automaticamente, para que não caia em desuso ou esquecimento o sentimento de estar sob-pressão, sob-nervosismo ou ansiedade...
Isto tudo, para tentar acreditar que não é psicológico, que não estou maluco e que é normal nos últimos dias estar impaciente....
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
1000eduasrazões
Não são 1002 as razões...
São mil pensamentos e duas as razões para os escrever num blog.
primeira razão: apetece-me.
segunda razão: não tenho uma boa razão para não o fazer.
Desprovido de qualquer interesse de ser o mais lido e o mais comentado, sem promessa sequer de escrever diariamente, de dois em dois dias... Faço-o fundamentalmente para registar pensamentos e ideias que surgem.
Se indicasse uma terceira razão diria: Prazer de "ser lido" não sei por quem, quando ou porquê.
São mil pensamentos e duas as razões para os escrever num blog.
primeira razão: apetece-me.
segunda razão: não tenho uma boa razão para não o fazer.
Desprovido de qualquer interesse de ser o mais lido e o mais comentado, sem promessa sequer de escrever diariamente, de dois em dois dias... Faço-o fundamentalmente para registar pensamentos e ideias que surgem.
Se indicasse uma terceira razão diria: Prazer de "ser lido" não sei por quem, quando ou porquê.
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